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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bons Profissionais tambem se importam!





Um bom profissional não é apenas aquele que faz bem o seu trabalho, que é reconhecido pelos demais e possui uma boa clientela.
Um bom profissional é tambem aquele que se importa e se envolve nas questões socio-políticasde seu país, de seu Estado e sua cidade!
Pensem nisso e boa semana à todos!

sexta-feira, 6 de março de 2009

NOIVAS: História do Casamento

Segundo os historiadores, a história do casamento remonta à Roma antiga, quando teria surgido a cerimônia religiosa com a presença da noiva, vestida especialmente para a ocasião, com destaque para as flores brancas e espinhos presos ao cabelo. As flores representariam a felicidade e a vida longa e os espinhos afastariam os maus espíritos. Mais tarde foi acrescentado o véu, em referência à deusa greco-romana Vesta, protetora do lar, simbolizando a honestidade e a virgindade, virtudes imprescindíveis para uma boa prole e a continuação do “sangue”, segundo os costumes da época. Foram os romanos também a criar um “direito do casamento”, instituindo a monogamia. Na idade média as mulheres perderam o direito de escolher seus maridos e isso ficou sendo uma decisão das famílias, que reservavam as meninas desde muito cedo para determinado parceiro. O noivado ganhou muita importância, com a troca de alianças entre as famílias comprometidas mutuamente – e financeiramente – através do compromisso dos noivos. Nesta época o vermelho virou a cor preferida, simbolizando o sangue novo da nova família. Surgiram as celebrações suntuosas, tendo a rainha Vitória, na Inglaterra, usado o primeiro vestido de noiva tal como conhecemos hoje em dia. Ela também teria inaugurado o “casamento por amor”, o sentimento básico que deveria unir um homem e uma mulher. A união e a família fazem parte de uma realidade social, construída junto com a evolução da humanidade. Durante séculos, as pessoas passavam por rituais de corte, com um parceiro, e então partiam diretamente para casamentos que deveriam ser para toda a vida. Uma união que pretendia a procriação, passou também por questões ligadas ao valor da propriedade, à conquista das terras e aos acordos políticos entre a nobreza. O casamento era essencialmente um ato de aquisição: o noivo "adquiria" a noiva, a transação era selada por meio do pagamento de uma moeda de ouro ou prata. Na maioria das vezes, o casamento era arranjado pelos pais do casal, transformando-se numa união forçada, prevalecendo a dominação do homem sobre a mulher. A escolha dos padrinhos para o casamento estabelecia uma situação de compadres socialmente reconhecida, hoje só os amigos mais próximos e, eu sempre indico para que na hora do vídeo os noivos coloquem legenda e os nomes dos padrinhos, que por incrível que pareça, alguns casais não lembram 10 anos depois de casados.

Historicamente, o papel do casamento como eixo da estabilidade social era mais importante do que o amor entre os casais. As funções do casamento voltavam-se para a criação dos filhos, a transmissão de valores, servindo como núcleo econômico e organizador das tarefas diárias da vida. No passado, um jovem casal que iniciava uma vida a dois tinha maior suporte emocional e logístico, pois contava com o apoio de figuras da família (antes numerosas). Os casais de hoje estão remando num bote sozinhos, trabalham fora e a criação dos filhos tornou-se mais complexa.

Mesmo assim, o casamento tradicional sobreviveu à chegada do novo milênio. A cerimônia do casamento constitui um acontecimento expressivo, uma passagem espiritual muito forte, além do significado religioso, a festa formaliza o amor e o respeito mútuos entre duas pessoas.

O noivado
Um dos momentos mais emocionantes da vida de uma mulher é quando ela recebe um anel de noivado, simbolizando um compromisso com o futuro do casal. Na sua forma original, uma lei do final do século VIII fazia da bênção nupcial o passo necessário para a celebração do casamento; mesmo assim, o noivado possuía uma grande importância comparável à do casamento. A influência da herança patriarcal - dominada por valores de posse e dotes - encontrou uma solução para as famílias apressadas: a realização de um contrato entre meninas de doze anos e meninos de quatorze, fixando uma data, o montante do dote e, eventualmente, uma multa por rescisão. Com o passar do tempo, os casais foram sendo formadosà revelia das famílias, identificados por interesses comuns, freqüência a lugares e muita atração física.

Um sacramento
O amor espiritual, independente do sangue e da carne, começou na terra com o Cristo, vinculando seres humanos com fortes relações de fraternidade, como resultado do Cristianismo. Durante a Idade Média, a Igreja institucionalizou o matrimônio como um ato público, trazendo a celebração para o interior do templo e regulando os contratos. A Igreja inseriu Cristo na família, incluindo, no ritual, o consentimento dado pelos noivos por meio do SIM, bem como a bênção nupcial. O casamento, além de familiar, patrimonial e econômico, passou a ser um sacramento, valorizando também a condição feminina.

Religião e sociedade
O casamento entre um homem e uma mulher existe desde a Antigüidade; como prática social tornou-se um ato público, refletindo a sociedade que o fundou. Cada religião possui um ritual no tocante à formalidades do casamento, dependendo de práticas que são determinadas pelos líderes. Os costumes do casamento variam de uma cultura para outra, e do comportamento dos noivos, mas, sua importância institucional é de conhecimento universal. Atualmente, existem três regimes
de comunhão e diferentes formas, inclusive através de um contrato, uma Escritura pública que formaliza a união.

O enlace matrimonial ganhou o status de sacramento no século 9. Nessa época, a Igreja Católica, que até então se mantinha distante, passou interferir no casamento, estabelecendo um código de ética e moral. Foi no Concílio de Trento (1545-1563), na Itália, que surgiu a regulamentação hoje em vigor.
Por influência dos próprios católicos, maio se tornou o mês das noivas. A escolha está ligada à festa de consagração de Maria, mãe de Jesus. A comemoração do Dia das Mães, no segundo domingo, também contribuiu para a associação com as noivas, apesar de não haver na Bíblia passagens ou citações específicas sobre o assunto.

Casamento Civil
Casar é um ato de amor; na hora de formalizar esse amor, será preciso pensar com mais razão do que emoção. Antes do casamento civil, faz-se necessário escolher o tipo de união legal, Comunhão Parcial de Bens, Separação de Bens, Comunhão de Bens e inclusive, mediante um contrato, uma escritura pública que formaliza a união. Após a Lei do Divórcio, torna-se imprescindível estabelecer um contrato entre os noivos, deixando claras as bases deste casamento. Desde 1996, existe uma lei, permitindo a realização de um casamento na forma de um contrato, entre um homem e uma mulher.
Um casamento necessita de base financeira sólida para sua continuidade. Conhecer o modo de seu parceiro lidar com o dinheiro: um jovem casal de estudantes deve, portanto, prever despesas futuras. Um casal maduro, mais preparado para o casamento, tem condições de assumir as responsabilidades financeiras. Casais mais velhos, ou segundo casamento, devem observar seriamente a necessidade de um acordo pré-nupcial.
Indivíduos, profissionais liberais, empresários, na hora de se casarem, esquecem que essa condição implica nova visão econômica da sociedade.
Uma mulher casada, necessitando de um empréstimo para ascenção de sua empresa, não obterá sucesso, caso o parceiro tenha problemas no seu CPF.
Esse assunto delicado requer um tratamento com diplomacia por parte do casal. Um casal normalmente se une, definindo apenas o regime; porém, é aconselhável que os detalhes sejam formalizados por um advogado.
No judaísmo, a Ketubá é o contrato de casamento judaico, instituído há mais de dois milênios, e originalmente escrito em aramaico. Embora fizesse referência ao dote da noiva e aos direitos de propriedade do marido, o documento garantia, também, os direitos da mulher e continha cláusulas para protegê-la, em caso de divórcio, ou morte do marido
Datas
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mês campeão de casamentos é dezembro, o segundo preferido é setembro e em terceiro lugar está maio. A explicação é simples: em dezembro o trabalhador recebe o 13º salário, férias e outros benefícios.

FOTOS: Alguns trabalhos de Val Borges com Noivas

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Como surgiu a profissão de Cabeleireiro

A profissão de cabeleireiro é uma das mais antigas da humanidade. Achados arqueológicos, como pentes e navalhas feitos em pedra, mostram que a preocupação com as madeixas vem da pré-história. Contudo, foi no Egito, há aproximadamente cinco mil anos, que a arte de cuidar dos cabelos chegou ao ápice. Foi nessa época que surgiram perucas sofisticadas, as quais mostravam a habilidade dos cabeleireiros, que gozavam de grande prestígio na corte dos faraós.O cuidado com os cabelos é um traço característico do povo do Antigo Egito. O arsenal empregado nesses cuidados (escovas, tesouras, loções de tratamento, etc.) era guardado em caixas especiais, luxuosamente decoradas. Embora a partir de 3.000 a.C., as cabeças raspadas e lisas e os corpos sem pêlos tenham passado a ser sinais de nobreza no Egito, a moda exigia que homens e mulheres usassem perucas de cabelo humano ou de lã de carneiro. As barbas postiças eram populares entre os homens. A tintura azul-escuro era usada para conseguir a cor preta (predileta) das perucas e barbas e a henna, um pó feito das folhas da alfena egípcia, dava um tom vermelho-alaranjado aos cabelos e unhas. Os estilos mais populares de cabelo eram os cortes retos, cujo comprimento variava desde a altura do queixo até abaixo dos ombros, sendo usados geralmente com franja.
Foram os gregos que criaram os primeiros salões de cabeleireiro (koureia), em Atenas, construídos sobre a praça pública, o Ágora. Lá, os Kosmetes ou "Embelezadores de Cabelo", escravos especiais, circulavam soberanos. Os escravos cuidavam dos homens e as escravas das mulheres. Vemos que os cabelos, em particular, tiveram o privilégio de um espaço próprio.
No século II AC, na Grécia antiga, para encontrar um verdadeiro penteado requintado era conveniente dar asas à imaginação e ir até ao topo do Olimpo: espaço reservado aos deuses e deusas. Os penteados ostentavam algumas sobriedades e fantasias, prevalecendo os cabelos louros, frisados, com caracóis estreitos e discretos, com franjas em espiral. Conversas sobre política, esportes e eventos sociais eram mantidas por filósofos, escritores, poetas e políticos, enquanto estes eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam massagens. Os cabelos eram principalmente espessos e escuros e eram usados longos e ondulados. É nos afrescos de Creta que o rabo-de-cavalo usado pelas mulheres aparece pela primeira vez. Os preparados cosméticos, óleos, pomadas, graxas e loções eram usados para dar brilho e um perfume agradável aos cabelos. Os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos e ambos os sexos tentavam descolorir seus cabelos com infusões de flores amarelas. As barbas, verdadeiras e falsas, continuaram populares até o reinado de Alexandre o Grande. Ainda na Grécia antiga, a moda dos cabelos se mantinha por dois a três séculos. A mudança era mais rápida na Roma Antiga, onde as esposas dos soberanos eram os exemplos, sendo seguidas por todas. A essa altura, no Império Greco-Romano, gregos e gregas faziam os cabelos dos romanos e penteavam as romanas. Nesses salões, discutiam-se novidades e propagavam-se as fofocas. As barbearias continuaram sendo instituições sociais, tendo um grande número de barbeiros que prestavam seus serviços nos mercados e casas de banho públicas. Os cidadãos prósperos ofereciam aos seus convidados os serviços dos seus barbeiros particulares. Os cabelos e a barba eram ondulados com ferro quente. Muitas poções eram usadas para prevenir a queda dos cabelos e o seu embranquecimento. O estilo de cabelo mais popular entre os homens era curto, escovado para a frente e com ondas. As mulheres usavam o cabelo ondulado, repartido no centro e caindo sobre as orelhas.

Se antes existiam particularidades regionais, a partir de Luís XIV, a moda francesa dominou todas as civilizações.
No começo do século XVIII, as mulheres casadas usavam uma touca para esconder os cabelos e somente o marido delas poderia ver seus cabelos soltos. Maria Madalena, a pecadora, foi sempre representada com cabelos longos e soltos, ao contrário das Santas, que usavam toucas ou presos.
Jornais de moda, nos séculos XVIII e XIX, divulgavam os estilos por toda a Europa. Seguia-se o exemplo das casas reinantes de Paris e Viena, e também de todas elites européias. Os primeiros cabeleireiros para senhoras foram os Coiffures parisienses, Leonard, Autier e Legros Rumigny, que prestavam seus serviços à Rainha Maria Antonietta e recebiam altos salários.


Contudo, foi no século XX que a moda dos cabelos aliou-se à tecnologia . A pesquisa científica sobre cabelos começou quando a higiene pessoal se tornou um meio de prevenir o acúmulo de piolhos e sujeira, que ficavam escondidos sob as perucas, pós, perfumes e poções que vinham sendo usados pelo homem. No início do século apareceram os salões de beleza para mulheres, os quais não serviam apenas para cuidar dos cabelos, mas eram um ponto de encontro como as barbearias na Grécia Antiga.

Com o advento da eletricidade, em 1906, Charles Nestle (Londres), inventou a máquina de fazer ondas permanentes nos cabelos. Mesmo levando aproximadamente 10 horas para concluir o processo de ondulação permanente dos cabelos, poupou as mulheres de incontáveis horas usando o ferro quente para fazer ondas
No ano seguinte, um estudante de química francês, Eugene Schuller, fundou a empresa L'Oreal, criando uma tintura para cobrir os cabelos grisalhos com cores naturais e usando um processo permanente.
Quando nos anos 20, a moda exigia cabelos "a la garçonne", os partidários do cabelo comprido polemizaram que cabelo curto era vergonha para a mulher. Entretanto, as mulheres, cada vez mais envolvidas na sociedade e no trabalho, não mais admitiam seguir tradições que remontavam à Idade Média. Depois do fim da I Guerra Mundial, o corte de cabelo "Joãozinho" para as mulheres (cabelos bem curtos como os de homem) foi considerado escandaloso, mas ganhou popularidade devido à sua praticidade
O advento do cinema na década de 20 trouxe novos padrões de moda para os cabelos. As mulheres de todo o mundo rapidamente adotaram os estilos e cores das atrizes de Hollywood.
A moda masculina de cabelos não mudou radicalmente na primeira metade do século XX, prevalecendo o "look clean" que tinha a influência militar das duas guerras mundiais.

Elvis Presley ajudou a mudar isso com as suas costeletas compridas e o topete brilhante. Mas, foram os Beatles que, pela primeira vez em muitas décadas, tornaram novamente populares os cabelos mais compridos para homens.

Na década de 60 também houve mudanças no estilo dos cabelos das mulheres, com o retorno dos cabelos lisos e de corte simétrico, criado pelo cabeleireiro inglês Vidal Sassoon.


A partir da década de 70, houve ampla aceitação de estilos variados tanto para homens quanto para mulheres, desde os cabelos soltos e naturais até o estilo "punk".
Seja por superstição, por costume, ou por vaidade, a verdade é que o ser humano sempre dispensou, e continua dispensando, grande atenção a essa parte do corpo. Hoje, porém, nós, homens e mulheres, podemos contar com um imenso arsenal para nos ajudar nessa tarefa.
Compridos ou curtos, lisos, crespos ou ondulados, qualquer que seja a cor ou o seu estilo de cabelos, o importante é manter a saúde deles, a saúde da nossa pele.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mulher-cabelo

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O profissional da Beleza

Muitas pessoas pensam que, para ser cabeleireiro, basta apenas gostar de mexer com cabelos, fazer um curso de seis meses, abrir um salão e o sucesso é garantido. Mas não funciona bem assim.
O cabeleireiro é o profissional que cuida da beleza e vitalidade dos cabelos de seus clientes, sejam eles homens ou mulheres. Por meio de escovas, Tratamentos capilares, colorações, transformações quimicas e cortes, para mantê-los sempre no tamanho e estética ideal, buscando o melhor resultado para agradar aqueles que o procuram.
Para tornar-se um bom cabeleireiro, é necessário ter bastante interesse por estética, um certo talento, ser detalhista, buscar aperfeiçoamento tecnico constante, boa capacidade de comunicação, para interagir com o cliente e saber o que ele realmente deseja e estar sempre ligado às novas tendências de cortes, colorações e tratamentos para compreender o gosto do cliente e sugerir novas idéias. Para ser um bom profissional é preciso, além do dom natural, muita criatividade, dedicação e estudo.

Bela ou Bonita?


Afinal, o que é Beleza, da qual falamos tão freqüentemente? Será que todos nós temos a mesma concepção sobre esta palavra?

Para nós profissionais de beleza é fundamental defini-la, o que não é fácil. Artistas, escritores e filósofos debatem essa questão há séculos. Não tenho, portanto, a pretensão de encerrar esse debate aqui; desejo, tão somente, fazer algumas colocações que possibilitem reflexões sobre este assunto, para que cada um chegue às suas próprias definições.

É importante saber diferenciar entre “bonito” e “belo”. Há pessoas belas, que não são bonitas, e há pessoas bonitas, que não consideramos belas. Na arte, um quadro belo nem sempre retrata algo bonito e a representação de algo bonito nem sempre resulta num quadro belo. Então, evidentemente, há uma diferença. Eu acho que o bonito se refere somente a questões estéticas exteriores, como harmonia de proporções e do conjunto, ou ao que é agradável ao olhar. A beleza envolve algo mais profundo, além disso.


O escritor irlandês James Joyce, no livro Retrato do Artista quando Jovem trata extensamente das questões da arte e da beleza. Num dos diálogos, é dito que é preciso ter três coisas para a beleza: inteireza, harmonia e irradiação.

Inteireza significa que aquilo que é belo é completo em si, independentemente do que estiver à sua volta. Para isso é preciso que tenha conteúdo. Quando falamos em beleza, geralmente a relacionamos a uma qualidade. A beleza expressa algo: seu conteúdo.

Quando vemos alguém como belo é porque expressa algo que admiramos, como força, bondade ou alegria. Um exercício interessante é pensar no maior número de qualidades que puder e fazer uma lista. Uma boa lista deve conter, pelo menos, 50 palavras. Outro exercício interessante é pensar em diversas pessoas, mulheres e homens também, que consideramos belas. Pense nas qualidades que essas pessoas expressam e não somente no seu visual. Pense também em belos filmes, e no que eles expressam, e como fazem você se sentir.


Essas virtudes, ou qualidades, são materializadas na imagem da pessoa, do objeto ou da obra de arte e não precisam de acessórios; embora a harmonia também seja necessária. Quando se cria uma imagem bela, como na imagem pessoal, é essencial trabalhar dentro dos princípios de harmonia e estética. É preciso saber como criar uma composição harmoniosa, como usar a proporção áurea para obter uma imagem esteticamente agradável, como usar a cor harmoniosamente e como trabalhar com a luz e a sombra. As qualidades de uma pessoa se manifestam naturalmente no rosto, harmoniosamente, enquanto suas fraquezas desequilibram o conjunto. Por isso, também é preciso saber ressaltar os pontos fortes e diminuir os pontos fracos.

Ao observar cuidadosamente fotografias de pessoas famosas e consideradas belas, como atrizes ou modelos, nota-se que souberam valorizar seus pontos fortes e diminuir seus “defeitos”, ou transformá-los. Algumas são bonitas e belas, mas outras souberam transformar uma imagem comum, ou até feia, numa imagem bela.


Mas ainda falta a terceira coisa: a irradiação. Isso significa que a imagem irradia a sua essência, seu conteúdo. Faz isso sem artifícios e com transparência. Uma pessoa não consegue ser bela tentando ser algo que não é. É possível criar numa pessoa uma imagem de força, por exemplo. Mas, se a pessoa não for forte, essa imagem será opaca, sem transparência, e não será convincente, por não ter conteúdo. Será somente uma máscara, talvez bonita, mas não bela.

Isso explica porque uma pessoa bonita, com traços perfeitos e proporções ideais, pode ser “sem graça”. A harmonia e a estética em si não é beleza. É preciso algo mais, o conteúdo, materializado com transparência.


Uma vez que sua imagem esteja estabelecida, com harmonia, uma pessoa bela não precisa se produzir com nada de especial. Pode usar tanto um jeans e camiseta quanto um vestido de grife. É sempre admirada, porque tem conteúdo materializado com harmonia, e é completa em si.

O visagista revela a beleza de cada um, que irradia do seu interior, usando o conhecimento da linguagem visual para criar uma imagem harmônica e esteticamente bonita.


As pessoas tornam-se belas, sendo elas mesmas.